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Quando a linguista Sarita Monjane Henriksen chegou ao campus como bolseira residente da Fulbright (Fulbright Scholar-in-Residence), ficou impressionada com as semelhanças entre a Rutgers-Newark e a sua terra natal, Moçambique.
«Tenho descrito Moçambique como o lugar linguística e culturalmente mais diverso. Mas nada me tinha preparado para o que vi aqui», disse Henriksen, professora na Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique.
Henriksen descobriu que se falavam quase tantas línguas em Newark como na sua terra natal, onde o português é a língua oficial, mas mais de 20 línguas são faladas em todo o país. Estas incluem línguas africanas — o Banto é a mais difundida — juntamente com o Guzarate, o Panjabi e o Mandarim. Línguas europeias como o espanhol, o alemão e o francês também são comuns.
Em Newark, ficou surpreendida ao descobrir que os residentes multilingues e os estudantes da RU-N falavam muitas das mesmas línguas, para além do inglês. «É o lugar mais diverso onde já estive», afirmou Henriksen. «Newark é realmente o centro para alguém que esteja interessado em questões que tenham a ver com diversidade intercultural e multilingue.»
Na Rutgers-Newark, o ensino e as palestras públicas de Henriksen exploram a forma como as sociedades gerem o uso da língua nas escolas, no governo e na vida quotidiana, um campo conhecido como política linguística.
«A política linguística tem a ver com decisões que são tomadas pelo governo, mas também com as formas como as pessoas usam a língua», disse ela.
Este semestre, Henriksen leccionará dois cursos: um no Departamento de Educação Urbana sobre língua, cultura e poder, e outro baseado na sua investigação em países lusófonos, onde se fala português. Newark é o lar de muitos imigrantes de Portugal e do Brasil.
Henriksen é uma das 25 bolseiras residentes da Fulbright seleccionadas a nível nacional para este ano lectivo. O Programa Fulbright Scholar-in-Residence, parte do Programa Fulbright Visiting Scholar, permite que faculdades e universidades dos EUA recebam académicos internacionais por um semestre ou um ano lectivo completo para melhorar o currículo, apoiar o desenvolvimento do corpo docente e envolver as comunidades locais.
Henriksen, que é sociolinguista, estudou como as transformações políticas de Moçambique afectaram a sua paisagem linguística e educativa. O seu trabalho, que inclui colaborações de investigação, foca-se também na educação bilingue. Ela está a estudar como esta evoluiu nos EUA, partindo do seu conhecimento da diversidade linguística em Moçambique e de como isso se desenrolou nas escolas e nas políticas públicas.
Depois de Moçambique ter conquistado a independência do domínio colonial português em 1975, o português tornou-se a única língua de instrução a nível nacional, embora apenas cerca de 1 por cento da população a falasse como primeira língua. A decisão foi justificada como uma forma de promover a unidade nacional e evitar exacerbar divisões tribais, disse Henriksen. Mas, para muitas crianças, isso tornou a aprendizagem mais difícil.
«A maioria das crianças não tem o português como língua materna, especialmente nas zonas rurais», referiu.
O país utiliza agora um modelo de educação bilingue, onde a língua materna da criança é usada da 1.ª à 3.ª classe, antes de transitar para o português na 4.ª classe.
Ao longo dos anos, as atitudes em relação à língua e à educação estão a mudar. No passado, algumas pessoas acreditavam que era um desperdício de recursos incorporar uma «língua morta» na educação dos seus filhos, disse Henriksen. Mas agora, mais pessoas estão a ver o valor do multilinguismo. A investigação académica e os músicos populares que tocam na sua língua nativa, bem como o papel das igrejas e outros locais de reunião comunitária, mudaram as percepções.
«Eles compreendem que a língua pode tratar-se de preservar culturas, tradições e modos de vida», disse ela.
Henriksen tem observado de perto como a língua moldou a instrução nas escolas públicas de Newark, onde as práticas reflectem uma crescente consciência da inclusão linguística, afirmou.
Os professores trabalham com alunos de muitas origens linguísticas, usam exposições visuais para reconhecer as línguas maternas dos alunos e recorrem a intérpretes ou mediadores linguísticos — por vezes outros alunos — para comunicar com as famílias.
«As escolas têm, em grande medida, protocolos linguísticos onde a educação multilingue é encorajada», disse ela.
O seu trabalho destaca como a política linguística liga as salas de aula em Moçambique às escolas em Newark — e como o multilinguismo pode ser um recurso em vez de uma barreira.
Henriksen aponta para a investigação que mostra os benefícios cognitivos e académicos do multilinguismo. Henriksen, que fala cinco línguas, sabe em primeira mão como ser bilingue ou multilingue pode enriquecer a vida.
«Acredito verdadeiramente que falar línguas expande a nossa visão do mundo», concluiu. «Começa-se a pensar fora da caixa de uma única cultura. As cores do nosso jardim expandem-se. Não é apenas uma cor, mas diferentes formas de olhar para o universo.»
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When linguist Sarita Monjane Henriksen arrived on campus as a Fulbright Scholar-in-Residence, she was struck by the similarities between Rutgers-Newark and her homeland of Mozambique.
“I’ve been describing Mozambique as the most linguistically and culturally diverse place. But nothing had prepared me for what I’ve seen here,’’ said Henriksen, a professor at Universidade Pedagógica de Maputo in Mozambique.
Henriksen discovered there were nearly as many languages spoken in Newark as there are in her homeland, where Portuguese is the official language but more than 20 languages are spoken nationwide. These include African languages–Bantu is the most widespread– along with Gujarati, Punjabi, and Mandarin. European languages such as Spanish, German and French are also common.
In Newark, she was surprised to find that multilingual residents and RU-N students spoke many of the same languages, in addition to English.“It’s the most diverse place I’ve been to,’’ said Henrikssen. ”Newark is really the hub for someone who is interested in issues that have to do with intercultural and multilingual diversity.’’
At Rutgers–Newark, Henriksen’s teaching and public lectures explore how societies manage language use in schools, government, and everyday life, a field known as language policy.
“Language policy has to do with decisions that are made by the government, but also with the ways people use language,” she said.
This semester, Henriksen will teach two courses: one in the Department of Urban Education on language, culture, and power, and another drawing on her research in Lusophone countries, where Portuguese is spoken. Newark is home to many immigrants from Portugal and Brazil.
Henriksen is one of 25 Fulbright Scholars-in-Residence selected nationwide for this academic year. The Fulbright Scholar-in-Residence Program, part of the Fulbright Visiting Scholar Program, allows U.S. colleges and universities to host international scholars for a semester or full academic year to enhance curriculum, support faculty development, and engage local communities.
Henriksen, who is a sociolinguist, has studied how Mozambique’s political transformations have affected its linguistic and education landscape. Her work, which includes research collaborations, also focuses on bilingual education. She is studying how it has evolved in the U.S., drawing from her knowledge of the linguistic diversity in Mozambique and how that has played out in schools and public policy.
After Mozambique gained independence from Portuguese colonial rule in 1975, Portuguese became the sole language of instruction nationwide, even though only about 1 percent of the population spoke it as a first language. The decision was justified as a way to promote national unity and avoid exacerbating tribal divisions, said Henriksen. But for many children, it made learning more difficult.
“Most children do not have Portuguese as their mother tongue, especially in rural areas,’’ she said.
The country now uses a bilingual education model, where a child’s mother tongue is used through grades 1-3 before they transition to Portuguese by grade 4.
Over the years, attitudes toward language and education are changing. In the past, a few people believed that it was a waste of resources to incorporate a “dead language’’ in their child’s education, said Henriksen. But now, more people are seeing the value of multilingualism. Academic research and popular musicians who play in their native language, and the role of churches and other community gathering spots, have changed perceptions.
“They understand that language can be about preserving cultures and traditions and ways of living,’’ she said.
Henriksen has been closely observing how language has shaped instruction in Newark’s public schools, where practices reflect a growing awareness of linguistic inclusion, she said.
Teachers work with students from many language backgrounds, use visual displays to acknowledge students’ home languages, and rely on interpreters or language brokers—sometimes other students—to communicate with families.
“The schools are very much having language protocols where multilingual education is encouraged,” she said.
Her work highlights how language policy connects classrooms in Mozambique to schools in Newark—and how multilingualism can be a resource rather than a barrier.
Henriksen points to research showing cognitive and academic benefits of multilingualism. Henriksen, who speaks five languages herself, knows first hand how being bilingual or multilingual can enrich your life.
“I truly believe that speaking languages expands your worldview,” she said. “You start thinking outside the box of one culture. The colors of your garden expand. It’s not just one color, but different ways of looking at the universe.”
Para acompanhar de perto o decorrer dos exames de admissão, o reitor da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), Prof. Doutor Jorge Ferrão, escalou esta manhã, 13 de Janeiro, alguns centros de realização de provas de acesso à UP-Maputo, tendo endereçado aos examinandos uma mensagem de encorajamento e boa sorte.

Para o ano académico 2026, a UP-Maputo inscreveu 16128 candidatos. Em comparação com o ano 2025, em que tinham sido inscritos13194, pelo que em 2026, registou-se um aumento de inscrições na ordem de 18,2% correspondentes a 2934 candidatos.

Durante a sua visita aos centros de exames, o reitor esteve acompanhado do vice-reitor, Professor Catedrático José Castiano, do director pedagógico da universidade, Prof. Doutor Eduardo Humbane, e da coordenadora da Comissão dos Exames de Admissão, Mestre Sheila Rangel. Referir que os exames que decorrem nas faculdades da UP-Maputo e em outros estabelecimentos de ensino têm o seu término na sexta-feira, 16 de Janeiro.






*GCI - UPM*
Iniciam no país a partir do dia,13 de Janeiro, até dia 16, os exames de admissão para o ingresso na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), a informação foi prestada pela coordenadora da Comissão de Exames de Admissão, desta universidade, Mestre Sheila Rangel na conferência de imprensa havida para dar a conhecer à sociedade sobre o estágio do processo preparatório.

Acompanhada pelos directores do Registo Académico e do Gabinete de Comunicação e Imagem, Professor Célio Sengo e Dr. Hortênsio Sueia, respectivamente, Mestre Rangel afirmou que 16128 candidatos vão disputar 4235 vagas disponíveis, para os regimes, Laboral e Pós-Laboral, e Ensino à Distância, sendo 10207 são do género feminino e 5921 masculino, uma predominância feminina no pleito.

“Existe uma forte presença feminina em cursos como Psicologia Clínica, 793 mulheres contra 104 homens, e Ensino de Biologia, 560 mulheres contra 77 homens. A presença masculina é dominante em áreas tecnológicas, como Engenharia Electrónica, 737 homens contra 390 mulheres, e Informática, 449 homens contra 147 mulheres”, indicou a responsável pela coordenação dos exames de admissão na UP-Maputo.

Para o presente ano académico, os exames de admissão à UP-Maputo, UniLicungo, UniPúnguè, e UniRovuma decorrerão em simultâneo. Globalmente, 40178 candidatos concorrem para 14695 vagas disponíveis nas quatros universidades, UP-Maputo, 4235, UniLicungo, 3940, UniPúnguè, 2230, e UniRovuma, 4290. As provas decorrerão nas faculdades da UP-Maputo e em outros estabelecimentos de ensino do país previamente seleccionados para acolher a realização das provas de selecção dos futuros estudantes universitários.

Por seu turno, o director do Registo Académico falou das oscilações que se verificam no sistema de gestão académica, SIGEUP, tendo indicado que a situação se deve à manutenção da plataforma para melhor responder aos desafios académicos e estudantis, sendo que a sua reposição vai ser de forma gradual. No entanto, o Professor Sengo garantiu que nenhum estudante sairá prejudicado com este processo, pois a manutenção decorre num período relativamente calmo na universidade.
Num outro desenvolvimento o director do Registo Académico foi peremptório ao afirmar que o certificado de conclusão do ensino médio é condição inegociável para a matrícula na UP-Maputo.
Por: GCI – UPM
Reitor Jorge Ferrão felicita atletas
As briosas atletas de voleibol da UPM acabam de vencer, com mérito e carácter, o jogo desta manhã, Domingo (21), frente à formação do Spikings Stars do Botswana, a mesma que havia sido derrotada na última final em Gaborone.
Resultado final 3 –1.
Bronze para Moçambique.
As nossas meninas voltam ao pódio.
Pode não ser o lugar mais alto desta vez,
mas continua a ser um lugar nobre, digno e profundamente orgulhoso.
Mostraram raça, disciplina, espírito de equipa e a capacidade rara de superar a tristeza e transformar desafios em conquistas.
São campeãs no jogo, na atitude e na forma como representam o país e a UPM.
Auguramos uma segura e excepcional viagem de regresso a Moçambique amanhã.
Aqui estaremos, de braços abertos,
para vos receber, felicitar
e celebrar de forma efusiva e alegre
este feito que honra o desporto universitário nacional.
Parabéns, meninas.
Moçambique orgulha-se de vocês.














A Universidade Pedagógica de Maputo viveu, no dia 18 de Novembro do ano em curso, um momento de grande emoção com o enceramento oficial da Liga UP-Maputo 2025. Foram semanas de entrega, talento e espirito competitivo nas modalidades de Futsal e Basquetebol Masculino, que uniram estudantes em jogos intensos, repletos de energia, disciplina e determinação.
Na cerimonia oficial, foram celebrados os campeões, os atletas em destaque e todas as equipas que representaram as suas faculdades, demostrando garra , fair play e orgulho institucional. Cada victoria, cada esforco e cada momento vivido em campo reforcaram a forca do desporto universitario e o verdadeiro significado de ser UP-Maputo.
Os lugares do podio obedeceram a seguinte lassifiação:
Futsal

1o Lugar-FCTA
2o Lugar-FET
3o Lugar-FEFD
Basquetebol

1o Lugar-FCSF
2o Lugar-FEFD
3o Lugar-FEG
A Direcção de Serviços Sociais (DSS) endereca o seu profundo reconhecimento aos vencedores e a todos os participantes pelo empenho, dedicão e espirito desportivo demostrados ao longo da competicão.

A liga UP-Maputo 2025 chega ao fim , mas o espirito de união, superação e convivência saudavel permanece vivo em cada estudante que faz parte desta grande festa do desporto universitario.
Foram empossados nesta quarta-feira (19), treze funcionários de diferentes sectores entre gestores académicos e Técnico-Administrativos da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM), com vista a reforçar a capacidade administrativa e académica da instituição.

A cerimónia que teve lugar na Sala dos Grandes Actos, foi presidida pelo Reitor Prof. Doutor Jorge Ferrão, que destacou, na sua intervenção, a importância do profissionalismo e dedicação no cumprimento das novas funções.


Os investidos foram nomeados para o exercício de diferentes funções de direcção, chefia e confiança na UPM, nomeadamente: dois Directores Adjuntos de Faculdades, um Chefe de Departamento Académico, três Chefes de Repartição Académica, dois Chefes de Departamento Central, dois Chefes de Secretaria Central, um chefe de Repartição Central e dois Secretários Executivos.

A tomada de posse aconteceu num ambiente de encorajamento, compromisso e motivação dos funcionários, e foi mais um passo no reforço da capacidade administrativa e académica da UPM.
Refira- se que este é o décimo primeiro grupo a ser empossado desde o início deste ano.

Por: Xiluva Rosa Lihahe e Amândio Cuna (fotos)
GCI/UPM






realizou na segunda-feira (3) e terça-feira (4) de Novembro a Primeira Conferência Internacional de Sistemas de Informação, Transformação Digital e Informática na Educação (CI_SITDIE). O evento teve lugar no Campus Universitário da Lhanguene e contou com a participação do Reitor da UPM, Prof. Doutor Jorge Ferrão, investigadores da área, nacionais, do Brasil e Portugal, Representante do Ministério da Comunicação e Transformação Digital, docentes, estudantes e convidados.

Contextualizando o evento, o Director da FET, Prof. Doutor Manuel de Oliveira afirmou que a Conferência constitui um espaço privilegiado de reflexão, partilha e construção colectiva de conhecimento, num momento em que o mundo inteiro se reinventa sobre o impulso das tecnologias digitais.

Vivemos numa era em que a informação é um novo capital e a capacidade de transformar os dados em conhecimento e inovação define o futuro das nações. A transformação digital mais do que uma tendência é uma necessidade estratégica para o desenvolvimento do nosso país, do continente e do mundo, é neste contexto que a conferência constitui um contributo científico e académico para fortalecer a soberania e a melhoria da qualidade da educação através da informação, disse Oliveira.

Por outro lado, Ferrão salientou que as engenharias e tecnologias continuam a ser um desafio, e que a transformação digital em Moçambique exige muita coragem para que sejam abertas oportunidades de formação e consequentemente para que se façam investimentos e se inove, portanto, esses são os desafios que a UPMaputo, o país e o continente Africano possuem.

“É importante pensar na transformação digital na nossa educação que é uma ponta indispensável para as universidades e cada um de nos se transforme num laboratório de inovação, pois sempre se acredita que a tecnologia não deve estar apenas na sala de aula, mas sim na forma como os professores ensinam avaliam, e deixamos que os nossos estudantes assumam a gestão da universidade”, disse Ferrão. O Reitor disse esparar que a FET continue na busca de promoção de espaço para mais jovens mulheres, possam também trazer sua visão, sensibilidade e talento neste mundo de ciência e tecnologia.

A primeira sessão plenária do CI_SITDIE sobre Privacidade e protecção de dados pessoais na administração, foi orientada por Zefanias Mobiua, que abordou também as leis de transações eletrónicas de forma transversal, seguindo-se da apresentação do Professor Luís Veira da Silva com o tema “Science Mapping”, que visa a visualização da estrutura e as relações dentro da literatura científica para compreender o estado da arte de um campo de pesquisa.

No primeiro e segundo dia foram debatidos em sessões plenárias e paralelas, temas divididos em eixos temáticos sobre Inclusão digital e acessibilidade tecnológica; Transformação digital e inovação tecnológica; Sistemas de informação e gestão de conhecimento e; Formação de professores para a era digital. O evento contou com uma exposição de pesquisas e trabalhos de estudantes, bem como de diversos serviços.

Por: Taualia Neuara e Sebastião Guiamba (fotos)
GCI/UPM
Num ambiente carregado de entusiasmo, decorreu na terça-feira (12) a Feira “Estudar no Japão”. Trata-se duma iniciativa do governo japonês em coordenação com a Universidade Pedagógica de Maputo (UPM), que visa fortalecer laços e promover o intercâmbio entre os dois países. O evento que teve lugar no Campus da Lhanguene, Anfiteatro Paulus Gerdes, contou com a presença do Reitor da UPM, Prof. Doutor Jorge Ferrão; Embaixada do Japão em Moçambique; Direcção Geral do Instituto de Bolsas de Estudo (IBE); representantes da Agência Japonesa de Cooperação Internacional em Moçambique (JICA), interessados em programas de bolsas de estudo e Associação dos antigos estudantes no Japão.
Na ocasião, Ferrão assegurou que a realização deste evento tem como objectivo criar uma ponte entre dois povos, promover o intercâmbio académico, com vista a impulsionar o desenvolvimento sustentável do país.
“Estudar fora exige paciência, dedicação e muita entrega, pois aprender a cultura do outro não é fácil. Entretanto, os nossos professores e estudantes são desafiados a abraçar esta oportunidade, como forma de reforçar os laços de amizade entre Japão e Moçambique”, afirmou Ferrão.
Por sua vez, Hamada Keiji, Embaixador do Japão em Moçambique vê nesta parceria o caminho sustentável para o desenvolvimento de programas que não só irão beneficiar os estudantes, mas também a sociedade. “Queremos qualificar profissionais de diversos níveis, desde a licenciatura a pós-graduação, para que possam servir e moldar o seu país”, assegurou Keiji.

Para a Directora Geral do IBE, Carla Caomba a feira “Estudar no Japão” simboliza a existência de um laço duradouro de cooperação entre dois países, que se insere nas comemorações do 50º aniversário da implementação da ajuda pública ao desenvolvimento.

Segundo Otsuka Kazuki, Representante da JICA em Moçambique, a disponibilização de bolsas de estudo centra-se na ideia de despertar competências para o desenvolvimento e uso de recursos naturais do país, visto que os beneficiários são maioritariamente jovens.

O objectivo da Feira “Estudar no Japão” é, igualmente, divulgar oportunidades de bolsa de estudos nos programas de graduação e pós-graduação nas diversas instituições do Ensino Superior no Japão.

Por: Sunezia da Érica Chaúque e Daniel Bila (fotos)
GCI/UPM




O académico Lourenço do Rosário falava na quinta-feira (13) na I Conferência Internacional de Qualidade no Ensino Superior: Para Além dos Indicadores, organizada pelo Gabinete de Avaliação de Qualidade (GAQ) da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM). O evento que decorreu no campus da Lhanguene e foi um momento estratégico de reflexão, com diferentes eixos temáticos relacionados com a avaliação de qualidade nas Instituições de Ensino Sueperior (IES).

Falando na sessão de abertura, o Director do GAQ, Prof. Doutor Benedito Sapane referenciou as três dimensões que norteiam a conferência, sem perder de vista a qualidade, a dimensão histórica, estratégica e institucional, de maneira a honrar a missão central da UPM, que é a de formação, construindo a base do sistema educativo nacional com enfoque na excelência pedagógica.

Por sua vez, o Reitor da UPM, Prof. Doutor Jorge Ferrão disse que, temos diferentes métricas para medir a nossa qualidade nos relatórios qualitativos e quantitativos, então a conferência nos desafia a olhar para além dos indicadores, que dão uma base sem desconsiderar outros elementos. A UPM precisa de ser aquela que questiona para poder transformar, e este questionar é sempre o mais importante, assim, precisamos de encontrar indicadores humanos, aqueles que não cabem nos relatórios, reiterou Ferrão.

O orador principal da conferência, Lourenço do Rosário, na sua intervenção abordou a "Autonomia e Qualidade no Sistema de Ensino Superior em Moçambique". Do Rosário fez uma incursão em torno do histórico do desenvolvimento do ensino superior em Moçambique desde a criação de novas universidades, institutos superiores e politécnicos, sua expansão e descentralização em diferentes zonas do país. Anotou que, após a independência houve alguns movimentos que afectaram a qualidade do ensino, como a retirada de algumas disciplinas, tanto no ensino primário como secundário.

Num outro desenvolvimento, Do Rosário, referiu que o debate sobre qualidade passa por uma reflexão sobre a confiança nas instituições, pois há falta de confiança na generalidade das instituições, acrescentando que “não confiamos em quase nada, e a partir disso fica difícil falar de qualidade”. O orador, falou ainda de questões políticas, do espaço da filosofia e ciência, bem como do papel activo das universidades e dos estudantes universitários na intervenção social, vislumbrando que “sem autonomia não há qualidade”. No seu entender a autonomia pressupõe a responsabilidade académica.

Depois da conferência de abertura seguiu-se o painel sobre a visão da qualidade no Ensino Superior, com a intervenção dos Professores, Daniel Nivagara, Geraldo Mathe da UPM e Felipe Augusto da Universidade Católica de Moçambique. Este painel destacou que a qualidade está ligada a questões políticas, e que deve ser planificada e avaliada, sendo que a avaliação de cursos e programas devem estar juntos da avaliação institucional, outrossim, actualmente, ao se falar da qualidade não tem como não se falar da Inteligência Artificial.

A conferência internacional do GAQ rege-se pelos eixos temáticos sobre: políticas públicas e fundamentos das instituições de ensino superior; avaliação e garantia de qualidade; currículo e relevância social; inovação pedagógica e tecnológica; inclusão, diversidade e equidade no ensino; relação universidade-comunidade; governação e liderança no ensino superior; investigação e produção de conhecimento.
Os temas propostos foram discutidos em dois dias, tanto em painéis, como em sessões paralelas. Participaram das abordagens, estudantes de pós-graduação, docentes e pesquisadores.

Por: Taualia Neuara e Daniel Bila (fotos)
*GCI/UPM*

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