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Expedição CHARM1: UP-Maputo e UEM integram estudos oceanográficos
Iniciou na quarta-feira, 4 de Abril, uma missão científica internacional denominada, “Mission océanographique CHARM1-Mozambique: la puissance de la recherche fondamentale au service de l’océan et du climat”, que comporta setenta investigadores. O projecto, que visa estudar as mudanças climáticas ocorridas nos últimos dez mil anos, resulta de uma colaboração dedicada à investigação em oceanografia, tendo como foco as alterações climáticas e ambientais no Oceano Índico Ocidental.
Falando sobre a expedição de vinte e um dias em Moçambique, Maryem Mostahid, professora e pesquisadora responsável pelo projecto, destacou a reconstrução da evolução do oceano Índico, compreender a relação entre a oceanologia e planetologia, como forma de melhorar a variabilidade climática, a dinâmica do oceano e sua relação com a biodiversidade, como sendo o foco desta missão expedicionária.
“A escolha de Moçambique deve-se ao facto de não haver dados no hemisfério sul, e à necessidade de estudar regiões com alta sedimentação como o rio Zambeze e Orange. A nossa principal meta é melhorar a compreensão do impacto das mudanças, fornecer informações para o futuro, além de criar oportunidades de colaboração para pesquisadores moçambicanos e internacionais”- explicou a pesquisadora Mostahid.
Para o embaixador da França em Moçambique, Yann Pradeau, a passagem da embarcação no país, reflecte uma mobilização contínua e consciencialização sobre a protecção da diversidade marinha. “Além da pesquisa, este projecto oferece oportunidades de formação, intercâmbio e interacção entre estudantes, profissionais, cientistas e pesquisadores, com vista a reconstruir a vida do oceano, explorar a pesca artesanal sustentável, assim como traçar estratégias para lidar com os desafios e mudanças climáticas globais ” – referiu o diplomata, acrescentando ainda que Moçambique tem a missão de treinar, capacitar e reforçar a cooperação com outros países através da educação científica.
Por seu turno, a Ministra da Educação e Cultura, Professora Samaria Tovela, enalteceu a presença da expedição considerando-a um ganho para o país, numa altura em que se têm registado diversos fenómenos naturais. “Esperamos que com esse estudo sobre oceanografia, todos os envolvidos possam discutir, compreender, buscar soluções e contribuir para que possamos nos posicionar estrategicamente, atendendo e considerando as nossas experiências face às mudanças” – destacou a dirigente.
Dos setenta investigadores que estarão a bordo da expedição que durará 45 dias, quinze são da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) e Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que participam através da Faculdade de Ciências Naturais e Matemática e, Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras, respectivamente.
Destacar que a participação moçambicana contribui para o reforço das capacidades nacionais em oceanografia e para a valorização do conhecimento sobre os ecossistemas marinhos, posicionando Moçambique como um parceiro relevante na investigação científica internacional.




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