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No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Biodiversidade, decorreu nesta sexta-feira (22), na Faculdade de Ciências Naturais e Matemática (FCNM) da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM), um seminário sob lema: "Agindo localmente para um impacto global". O evento teve como finalidade debater os desafios e oportunidades para a conservação e preservação da biodiversidade em Moçambique.
De acordo com o director da FCNM, Prof. Doutor Arsénio Mindú, o seminário visava evidenciar a relevância do compromisso com a integridade da biodiversidade moçambicana. “Celebramos esta data com júbilo e compromisso da instituição com a investigação e extensão, visando a preservação do meio ambiente"- apontou Mindú.
Em representação do Parque Nacional de Maputo, o oficial Natércio Ngove, centrou a discussão na gestão integrada dos ecossistemas marinhos e terrestres do sul de Moçambique, tendo indicado que a preservação da vida selvagem exige um esforço permanente da sociedade. ‘‘As festividades alusivas ao dia da biodiversidade deviam ser diárias, com o envolvimento activo da população, para reforçar a consciencialização sobre a protecção das espécies no planeta, do qual o ser humano faz parte”, destacou Ngovene, declarando que a biodiversidade é vida, mas as acções humanas estão entre os factores que aceleram a sua perda.
Ainda de acordo com Ngovene, o abate ilegal de árvores, a caça furtiva, os incêndios sem controlo, a disseminação de armas de fogo, a baixa literacia ambiental e a presença de assentamentos dentro da área protegida, fazem parte do leque das causas críticas da degradação ambiental, tendo destacado o papel do Parque na criação de empregos, no incentivo ao turismo responsável, apoio à pesquisa científica e na promoção de rendimentos sustentáveis para as comunidades vizinhas.
Por seu turno, o representante do Parque Nacional do Limpopo (PNL), Sérgio Bié, abordou os desafios e oportunidades da conservação da biodiversidade em áreas de gestão transfronteiriça, e declarou estar em curso o processo de reassentamento de algumas comunidades, com o objectivo de reduzir o conflito entre o homem e a fauna bravia.
“O processo enfrenta resistência por parte das comunidades, sobretudo no que diz respeito à compensação pelas perdas de gado”, reconheceu Bié, acrescentando que estão a ser desenvolvidos esforços para mitigar a caça furtiva.
O representante do PNL referiu ainda que apesar das dificuldades, o parque mantém uma rica diversidade de fauna, incluindo população significativa de elefantes. Como medida para reduzir a degradação da biodiversidade, ele apelou à sociedade para diminuir o uso de carvão e privilegiar o uso sustentável de lenha.
As celebrações do 22 de Maio, data instiuída pela Organização das Nações Unidas como Dia Internacional da Biodiversidade para reforçar a importância da variedade de vida no planeta e a necessidade de acções concretas para protegê-la, decorreram no Campus de Lhanguene e contaram com a participação da BIOFUND, Fundação para a Conservação da Biodiversidade, representantes do parque Nacional de Maputo e Limpopo, estudantes da UPM e da Universidade Eduardo Mondlane e docentes.
Em Moçambique a Lei n.º 5/2017, de 11 de Maio — Lei de Proteção, Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica estabelece penas de prisão de 12 a 17 anos para caçadores furtivos. (X)
Por:
GCI-UPM





Para assinalar o dia do Engenheiro, a Universidade Pedagógica de Maputo (UPM), através da Faculdade de Engenharia e Tecnologias (FET), organizou nesta sexta-feira, 22 de Maio, actividades comemorativas, sob o lema: “Engenharia e Tecnologia para Segurança Alimentar e Gestão Sustentável da Água”, reunindo académicos, representantes institucionais e estudantes, para reflectir sobre os desafios do desenvolvimento sustentável em Moçambique.
O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, foi o convidado de honra no Campus de Lhanguene, e defendeu o investimento no conhecimento como factor determinante para o desenvolvimento do país, destacando o papel das universidades na produção de ciência e soluções para os desafios nacionais. “O nosso problema não é o dinheiro, mas o conhecimento. Não se desenvolve um país sem se investir forte no conhecimento”, defendeu o governante.
Por seu turno, o vice-reitor da UPM, Professor Catedrático José Castiano, destacou o papel da engenharia e da tecnologia na resposta aos desafios das alterações climáticas, com especial enfoque na segurança alimentar e na gestão sustentável dos recursos hídricos. “Precisamos de uma engenharia capaz de transformar a sociedade, responder aos desafios ambientais e criar soluções sustentáveis para o futuro do país”, indicou.
A par do vice-reitor, o director da FET, Prof. Doutor Manuel de Oliveira, sublinhou a importância de uma formação assente na ética, criatividade e inovação. “A engenharia deve assumir-se como motor da transformação social, económica e ambiental do país, respondendo de forma inovadora aos desafios das comunidades”, destacou o académico.
O evento reuniu diversos segmentos da sociedade numa mesa redonda subordinada ao tema “Água, Tecnologia e Engenharia: Caminhos para a Segurança Alimentar em Moçambique”, a destacar os representantes da Ordem dos Engenheiros de Moçambique (OrdEM), da Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul), da INTIC – Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, bem como da LonAgro Mozambique LDA. Os participantes abordaram ainda a importância da gestão sustentável da água, da modernização agrícola e da incorporação de tecnologias no reforço da segurança alimentar, sobretudo num contexto marcado pelos impactos das alterações climáticas.
Por: GCI-UPM









Maputo Pedagogical University, through the Faculty of Economics and Management, officially launched the course “Women’s Social Entrepreneurship I” on 12 March 2026, under the ÍMPAR Project – Empowering Women in Sub-Saharan Africa as Promoters of the Social Economy, funded by the Erasmus+ programme.

The initiative results from an international partnership that brings together the Polytechnic Institute of Lisbon, the University of Cape Verde, the University of Mindelo, the Technical University of Angola, the Independent University of Angola, Eduardo Mondlane University, among other academic and institutional partners from the African and European regions.

The one-month course, with international certification, has as its main objective to strengthen women’s entrepreneurial skills, promoting economic inclusion, social innovation and sustainable development in communities across Sub-Saharan Africa.

During the launch ceremony, the commitment of the partner institutions to creating academic and professional training opportunities for women entrepreneurs was highlighted, reinforcing the role of the social economy as an instrument for social transformation, income generation and the reduction of inequalities.

The training includes practical and multidisciplinary approaches aimed at developing sustainable initiatives, women’s leadership, social business management and the creation of positive community impact.

No dia 2 de Abril de 2026, a Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Pedagógica de Maputo realizou uma actividade de extensão universitária na Escola Primária Completa de Guaxene, localizada no distrito municipal da Catembe, com o objectivo de apoiar as vítimas das recentes cheias que afectaram a comunidade.
A iniciativa contou com a participação do Director da Faculdade, Bonifácio Langa, e do Director Adjunto de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Benvindo Maloa, além de docentes, estudantes dos cursos de Assistência Social, Psicologia Educacional e Educação de Infância, bem como membros da comunidade local.
A comitiva foi recebida pelo director da escola, pela secretária do bairro, pela coordenação do Instituto Nacional de Gestão de Desastres e por membros da comunidade, que manifestaram satisfação pela iniciativa solidária.
Durante a actividade, foram entregues cerca de 1700 peças de roupa diversa, incluindo pares de sapatos para crianças e adultos, além de outros bens de primeira necessidade, arrecadados no âmbito da campanha de solidariedade promovida pela Faculdade.
A Faculdade de Educação e Psicologia endereça profundos agradecimentos a todos os que se juntaram a esta campanha solidária, incluindo estudantes, docentes, funcionários e parceiros que, com as suas doações, tornaram possível levar apoio concreto às famílias afectadas. Este gesto colectivo demonstra que a solidariedade continua a ser um valor vivo e mobilizador na comunidade académica.
Para além desta entrega, a acção incluiu sessões de aconselhamento, orientação vocacional e diversas actividades educativas e recreativas, como pintura e desenho, dirigidas às crianças.
Esta constitui mais uma actividade de extensão universitária que reafirma, de forma clara e comprometida, a missão da Faculdade de Educação e Psicologia de servir a comunidade, promovendo não apenas o conhecimento, mas também a inclusão, o apoio social e a dignidade humana. Num contexto de adversidade, a presença da Faculdade representa não só ajuda material, mas também esperança e proximidade junto das comunidades.--
"Se você planifica para um ano, plante arroz. Se for para dez anos, plante uma árvore. Mas se for para cem anos, eduque uma criança."










A UFPE está recebendo, nesta semana, a visita de dois professores da Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique), no âmbito do convênio assinado entre as duas instituições, que prevê a cooperação técnica e a mobilidade de docentes e discentes. Os professores Manoel Oliveira, diretor da Faculdade de Engenharias da UPM, e Crimildo Teles Cassamo, coordenador de pesquisa e pós-graduação da mesma faculdade, já participaram de reuniões científicas com a pró-reitora de Pós-Graduação, Carol Leandro, e com as coordenações dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) e em Engenharia Elétrica (PPGEE), além de realizar visitas a laboratórios de pesquisa no Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) e no Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia (i-Litpeg), no Campus Recife.
Ontem (6), eles foram recebidos no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, onde participaram de reuniões científicas com os PPGs em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) e em Engenharia de Produção (PPGEP/CAA), além de serem palestrantes no Seminário Internacional de Pesquisa na Área de Engenharia.
Brevemente, os dois programas de pós-graduação em Engenharia Civil da UFPE, Campus Recife e CAA, vão promover a nucleação de um curso de mestrado em Engenharia Civil na Universidade Pedagógica de Maputo. Para isso, docentes da UFPE irão para Moçambique para dar aulas no mestrado lá e formar mestres em Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. Na área de Engenharia Elétrica, a cooperação prevê a mobilidade de discentes, das duas instituições. No futuro, o PPG em Engenharia de Produção do CAA poderá ser inserido nesta parceria e possibilitar também a mobilidade de discentes e docentes.
Os docentes moçambicanos também conhecerão o Centro de Informática (CIn) e o Parque Tecnológico da UFPE, finalizando a visita com um encontro com o reitor Alfredo Gomes e o vice-reitor Moacyr Araújo no dia de amanhã (8).
A pró-reitora Carol Leandro, que esteve em Maputo no ano passado para a formalização do convênio, destaca que a visita dos dois professores moçambicanos representa a operacionalização de um convênio amplo, feito em diversas áreas, mas especificamente na área das Engenharias. “Isso vai significar um passo decisivo para o processo de internacionalização. A gente considera um dos mais profícuos convênios e, com a aprovação da nossa rede Capes Global, todo o processo de mobilidade de professores visitantes vai ser facilitado”, afirma ela.
Fonte: UFPE
É com satisfação que apresentamos esta edição do O Educando, jornal de Extensão e Inovação da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), espaço que evidencia o compromisso da comunidade académica com a transformação social e educativa. Esta edição reafirma o papel da FEP na articulação entre formação, investigação, extensão e inovação, respondendo aos desafios da sociedade moçambicana. Destacam-se a Feira do Brincar, que valoriza o desenvolvimento integral da criança, bem como as conferências internacionais dedicadas ao desenvolvimento da primeira infância e ao futuro da educação básica em Moçambique. No plano institucional, sobressai a inauguração da Sala de Informática Jacinto Cuco e a aposta contínua na orientação vocacional dos jovens. A entrevista à Professora Suzete Simbine enriquece esta edição, inspirando o compromisso com uma educação cada vez mais inclusiva e socialmente relevante.
No âmbito das celebrações do 7 de Abril, data que assinala o aniversário do desaparecimento físico da Heroína Josina Machel, a Direcção de Serviços Sociais (DSS) da UP-Maputo realizou, no dia 10 de Abril de 2026, um evento de homenagem à mulher moçambicana, com destaque para a Mulher da UP-Maputo. A actividade teve lugar no Anfiteatro Paulus Gerdes, no Campus de Lhanguene, e reuniu cerca de 150 participantes.
O evento teve como principal objectivo enaltecer o contributo, dedicação e entrega das mulheres da UP-Maputo no desenvolvimento institucional, reconhecendo o seu papel na promoção da educação, inclusão, liderança e transformação social.

A cerimónia foi marcada pela realização de uma palestra subordinada ao tema “Mulher que inspira: liderança, coragem e transformação na sociedade”, proferida pela jornalista, activista social e analista política moçambicana Fátima Mimbire. Na sua intervenção, a oradora destacou o papel da mulher na promoção da igualdade de género, no fortalecimento da liderança feminina e na construção de uma sociedade mais inclusiva e participativa.

Para além da componente académica e reflexiva, o evento integrou momentos recreativos e culturais, com destaque para declamação de poesia, desfile de moda, feira de saúde e entrega de brindes às funcionárias que participaram nas actividades culturais, proporcionando um ambiente de valorização, integração e confraternização.

O evento culminou com um momento de convívio entre os participantes, marcado por alegria, união, fraternidade e fortalecimento dos laços de convivência harmoniosa no seio da comunidade académica da UP-Maputo.

A Universidade Pedagógica de Maputo viveu, no passado dia 02 de Maio do corrente ano, um momento de grande emoção e entusiasmo com o arranque do Campeonato de Abertura UP-Maputo 2026, cuja cerimónia de abertura foi marcada por uma sessão de ginástica aeróbica, proporcionando um ambiente dinâmico e de forte envolvimento da comunidade académica.

O evento reuniu estudantes das oito Faculdades, do Corpo Técnico Administrativo (CTA) e da Residência Universitária, proporcionando um ambiente de integração e convívio académico, marcado por demonstrações de talento, espírito competitivo, disciplina e determinação nas modalidades de Futsal masculino e Xadrez, nas categorias masculina e feminina.
Importa referir que o Campeonato de Abertura contará com 9 jornadas, decorrendo no período de 02 de Maio a 25 de Julho de 2026, com uma pausa na semana que antecede a realização dos exames finais do primeiro semestre.
No final da competição, serão premiadas as equipas classificadas em 1º, 2º e 3º lugares, reconhecendo o mérito e o desempenho ao longo do campeonato.

Após o regresso dos estudantes do período de férias, será realizada a Liga UP-Maputo, cujo número de jornadas será oportunamente definido. Já no último semestre do ano lectivo, terá lugar a Taça UP-Maputo, estando igualmente por definir o respectivo calendário.

Com estas iniciativas, a Direcção de Serviços Sociais da UP-Maputo reafirma o seu compromisso com a promoção do desporto universitário, incentivando a prática desportiva, o convívio académico por forma a estimular a qualidade de vida em toda comunidade Universitária.
Iniciou na quarta-feira, 4 de Abril, uma missão científica internacional denominada, “Mission océanographique CHARM1-Mozambique: la puissance de la recherche fondamentale au service de l’océan et du climat”, que comporta setenta investigadores. O projecto, que visa estudar as mudanças climáticas ocorridas nos últimos dez mil anos, resulta de uma colaboração dedicada à investigação em oceanografia, tendo como foco as alterações climáticas e ambientais no Oceano Índico Ocidental.
Falando sobre a expedição de vinte e um dias em Moçambique, Maryem Mostahid, professora e pesquisadora responsável pelo projecto, destacou a reconstrução da evolução do oceano Índico, compreender a relação entre a oceanologia e planetologia, como forma de melhorar a variabilidade climática, a dinâmica do oceano e sua relação com a biodiversidade, como sendo o foco desta missão expedicionária.
“A escolha de Moçambique deve-se ao facto de não haver dados no hemisfério sul, e à necessidade de estudar regiões com alta sedimentação como o rio Zambeze e Orange. A nossa principal meta é melhorar a compreensão do impacto das mudanças, fornecer informações para o futuro, além de criar oportunidades de colaboração para pesquisadores moçambicanos e internacionais”- explicou a pesquisadora Mostahid.
Para o embaixador da França em Moçambique, Yann Pradeau, a passagem da embarcação no país, reflecte uma mobilização contínua e consciencialização sobre a protecção da diversidade marinha. “Além da pesquisa, este projecto oferece oportunidades de formação, intercâmbio e interacção entre estudantes, profissionais, cientistas e pesquisadores, com vista a reconstruir a vida do oceano, explorar a pesca artesanal sustentável, assim como traçar estratégias para lidar com os desafios e mudanças climáticas globais ” – referiu o diplomata, acrescentando ainda que Moçambique tem a missão de treinar, capacitar e reforçar a cooperação com outros países através da educação científica.
Por seu turno, a Ministra da Educação e Cultura, Professora Samaria Tovela, enalteceu a presença da expedição considerando-a um ganho para o país, numa altura em que se têm registado diversos fenómenos naturais. “Esperamos que com esse estudo sobre oceanografia, todos os envolvidos possam discutir, compreender, buscar soluções e contribuir para que possamos nos posicionar estrategicamente, atendendo e considerando as nossas experiências face às mudanças” – destacou a dirigente.
Dos setenta investigadores que estarão a bordo da expedição que durará 45 dias, quinze são da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) e Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que participam através da Faculdade de Ciências Naturais e Matemática e, Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras, respectivamente.
Destacar que a participação moçambicana contribui para o reforço das capacidades nacionais em oceanografia e para a valorização do conhecimento sobre os ecossistemas marinhos, posicionando Moçambique como um parceiro relevante na investigação científica internacional.




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